Frederico Ferreira Silva é o primeiro português nos quartos de final de singulares desta edição do Indoor Oeiras Open II, após levar de vencida Vilnius Gaubas, segundo cabeça de série deste ATP Challenger 75 promovido pela Federação Portuguesa de Ténis na nave do Complexo de Ténis do Jamor.
O caldense, 265.º mundial, perdera os dois duelos anteriores com o lituano (129.º) – no Oeiras Open 3, em 2024, e no Lisboa Belém Open, ambos em terra batida e neste último Gaubas sagrou-se campeão -, mas numa das já características maratonas, esta de 3.00 horas, Frederico Ferreira Silva vingou esses desaires e saiu vencedor com os parciais de 5-7, 7-6 (7/4) e 7-5.
Uma semana após ter abdicado de jogar o primeiro ATP Challenger de 2026 em solo caseiro, em virtude de lesão abdominal, o tenista que integra o Centro de Alto Rendimento da FPT entrou nos oitavos de final a quebrar o serviço do lituano, mas rapidamente teve troco à primeira das cinco vezes que fez o break. Gaubas fez o 2-2 e no 12.º jogo voltou a quebrar o serviço ao português para fechar o set.
O parcial seguinte arrancou também com um break para Kiko, mas a decisão sorriu ao caldense, de 30 anos, no tie-break. O desfecho seria, assim, conhecido no terceiro parcial, mas depois de Frederico Ferreira Silva recuperar de 3-5, assinando a vitória com mais pontos ganhos na rede do que o adversário (11 vs. 6), menos winners (17 vs. 32), mas também menos erros não forçados (56 vs. 63).
“Lembro-me que saí do último encontro com um sabor agridoce porque apesar de ter feito um bom jogo não consegui aproveitar as oportunidades. Tentei focar-me ao máximo no que tinha de fazer hoje e acabei por virar. Hoje a minha direita fez mais mossa do que em terra batida e isso também me deixa mais competitivo e perto de poder ganhar este tipo de encontros”, declarou o português.
Em busca do primeiro título internacional de nível challenger, Frederico Ferreira Silva vai medir forças, pela quinta vez, com Ivan Gakhov e tentar dar continuidade às duas últimas vitórias sobre o russo.
Vídeo: Rui Miguel Correia/FPT





