Gastão Elias (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Janeiro 20, 2026

Gastão Elias na “teia” de Mikhail Kuskushkin

A batalha de veteranos e antigos top-100 não foi favorável a Gastão Elias, ex-57.º mundial de 35 anos, que se despediu do Indoor Oeiras Open I frente ao cazaque Mikhail Kukushkin, de 38, que já figurou na 39.ª posição. Com os parciais de 2-6 e 3-6, o recordista português de títulos do ATP Challenger Tour (dez) viu, assim, adiada a oportunidade de repetir a final de há dois anos no torneio promovido pela Federação Portuguesa de Ténis, no Jamor, e dilatar para 24 o recorde de decisões disputadas a este nível.

“Antes do sorteio, disse provavelmente este seria o pior adversário que podia apanhar no quadro inteiro. Não há muito a dizer sobre o encontro, ele tem um estilo de jogo diferente de todos os outros. Sei do que é capaz. Em dias bons é extremamente difícil de defrontar, falhou pouquíssimas bolas, deu poucos erros não forçados. Não conseguia encontrar forma de desbloquear o jogo, sentia que estava na teia dele e não conseguia sair dali”, resumiu Gastão Elias, assumindo que “mesmo quando estava a 57 do mundo” ter-lhe-ia custado defrontar Kukushkin.

Gastão Elias (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Mikhail Kukushkin (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Gastão Elias (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Mikhail Kukushkin (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)

O cazaque, 262.º da hierarquia que entrou como lucky loser para o lugar do lesionado Frederico Ferreira Silva, salvou os três breakpoints que enfrentou, enquanto o tenista da Lourinhã viu o jogo de serviço quebrado em três ocasiões. Com 12 winners e 29 erros não forçados, face aos 10 pontos ganhantes e 20 erros diretos do adversário, Gastão Elias (370.º) foi perdendo o fulgor e argumentos para contrariar o oponente que conta com quatro finais ATP e um título conquistado em São Petersburgo, em 2010.

“Se estivesse três semanas seguidas a jogar com ele, acho que não conseguia ganhar-lhe um set, ironizou o jogador da Lourinhã que, comparativamente ao adversário, apenas consegue rever-se na condição de se fazer acompanhar da família.

Este foi o primeiro embate de Elias como pai – a filha Camila nasceu a 27 de dezembro -, e a prole do cazaque já corre de raqueta na mão pelo court enquanto aguarda pela saída do pai do campo. “Dormi pouco nas últimas semanas, tentei não abrandar os treinos e treinar o mesmo número de horas diárias, fazer umas sestas pelo meio. Tem sido porreiro, diferente e cansativo, mas estou feliz. As duas meninas estão bem, mas também é bom ganhar jogos, porque é preciso comprar fraldas. Se conseguir jogar até ao momento em que a minha filha saiba o que está a ver será engraçado”, rematou.