A quarta edição do Oeiras Indoor Open 1, cujo qualifying tem início este domingo, assinala o início da temporada internacional em solo luso, desta feita nos courts cobertos do Complexo de Ténis do Jamor que já se tornaram um clássico para os jogadores cujo ranking não deu acesso ao festim antípoda do Open da Austrália, ou que não obtiveram os resultados que lhes permitissem continuar no Melbourne Park. O primeiro de dois ATP Challengers consecutivos fazem destes eventos um palco apetecível para jogar e, no caso dos adeptos da modalidade, uma oportunidade ímpar para ver, de forma gratuita, top-100 e promessas do ténis nacional.
É, pois, por isso que Jaime Faria e Henrique Rocha dão rosto ao cartaz conjunto da quinzena, sendo certo que, pelas melhores razões, o primeiro não vai estar presente na ronda no ATP Challenger 100 que dá início ao recheado calendário internacional em solo nacional – o ano passado disputaram-se em Portugal 11 torneios challenger, sendo que, em 2026, o Millennium Estoril Open regressa ao nível ATP 250, após uma época de interregno -, porque voltou a passar o qualifying do Open da Austrália para juntar-se ao compatriota Nuno Borges no quadro principal.
É expectável, no entanto, que Henrique Rocha (158.º) possa marcar presença no Jamor, atendendo que não conseguiu seguir o exemplo do compatriota ex-87.º do ranking do outro lado do planeta. Finalista do Lisboa Belém Open, outro dos ATP Challenger 100 realizados em 2025, o portuense apresenta-se como candidato e é um dos nomes na lista de entradas diretas no Oeiras Indoor Open 1, que conta com Joris De Loore (2023), Maks Kasnikowski (2024) e Hamad Medjedovic (2025), na lista dos campeões.
O norte-americano Mckenzie McDonald, antigo 37.º mundial da hierarquia na qual é 113.º classificado, surge como o principal candidato teórico aos 100 pontos e à maior fatia dos 160.680 euros do prize-money. Ao jogador, de 30 anos, que há uma década brilhou no circuito universitário dos Estados Unidos, conquistando a NCAA em singulares e pares. Nenhum dos quatro títulos challenger que detém foi conquistado em Portugal, mas a ligação ao nosso país passa pelo período em que foi treinado por João Monteiro.
Em 2025, Liam Draxl (145.º da hierarquia) passou três semanas em Portugal, chegou à final em singulares e despediu-se do Jamor com o título de pares – o também canadiano Cleeve Harper foi o parceiro –, esta semana está de volta como segundo mais cotado entre os inscritos.
Portugal também faz parte da rota do britânico Billy Harris, 121.º do ranking ATP que já esteve perto do top-100 (101.º). Nas 25 vezes que disputou torneios internacionais em solo luso, o tenista, 30 anos, sagrou-se uma vez campeão de pares no M15 de Vale do Lobo, ao lado de Peter Bothwell. Vindo de uma família de desportistas – o irmão Joe é número um inglês do lançamento do dardo -, Harris apresenta credenciais de favorito esta semana.
Rosto conhecido dos tenistas portugueses, o italiano Francesco Passaro (140.º) é outro dos antigos top-100 (89.º) inscritos neste indoor. O transalpino, de 25 anos, já ganhou Henrique Rocha, a Jaime Faria e a Frederico Ferreira Silva – outro dos portugueses inscritos, mas ainda fora dos 21 lugares diretos -, perdeu com Nuno Borges e Pedro Sousa e foi finalista do Maia Open em 2024.
Campeão do Oeiras Open em 2023, na edição primaveril já disputada em terra batida, o húngaro Piros Zsombor (170.º e ex-106.º) é outro dos habitués dos torneios promovidos em Portugal, tal como o suíço Leandro Riedi, vencedor em 2024 do Oeiras Indoor Open 2, ou o lituano Vilius Gaubas, campeão em título do Lisboa Belém Open com fortes raízes ao ténis luso, pois foi treinado por Pedro Pereira, nem mais do treinador e pai de Tiago Pereira. Aos 21 anos, o algarvio, que vai fazer a estreia na Seleção Nacional da Taça Davis, no início do próximo mês de fevereiro, é outro dos portugueses na lista. Com 21 entradas diretas, três wild cards e seis jogadores provenientes do qualifying, não faltam motivos para assistir a bom ténis, por estes dias, no Jamor!





