Num ano com momentos antagónicos, do casamento, à paternidade e ao falecimento do progenitor, Andrej Martin tem o ATP Challenger da Maia como uma constante boa do percurso. Pela quinta vez, o eslovaco está nas meias-finais maiatas e, em 2025, após “sem jogar há quase dois meses”, saiu vencedor dos quartos de final entre qualifiers com Alexey Vatutin, com 6-1 e 7-5, para se tornar no primeiro semifinalista da oitava edição.
“Sinto-me cansado, porque não jogava há dois meses, perdi o ritmo. Os primeiros encontros estive à procura da condição física, que foi melhorando a cada partida aqui na Maia. Gosto de jogar aqui, gostaria que houvesse um torneio aqui todas as semanas”, elogiou o tenista de Bratislava, antes de se agarrar ao telemóvel em sorrisos na longa videochamada com a família, o antigo 93.º mundial, atual 393.º, revelou o encanto que a Maia tem na sua carreira. “Assinalo sempre a vermelha esta semana na Maia. Não ganhei as outras semifinais, pode ser que seja desta”, vaticinou Martin.
Essa será, por certo, a vontade do francês Lilian Marmousez, de 23 anos, o adversário também oriundo do qualifying com o qual vai discutir o acesso à final. A jogar pela primeira vez no challenger maiato, o gaulês, 355.º mundial, ganhou nos quartos de final ao romeno Filip Cristian Jianu (286.º), responsável pelo afastamento do português Jaime Faria, segundo pré-designado, na ronda inaugural. Os parciais de 6-2 e 6-3 abriram as portas das meias-finais a Marmousez que, assim, vai tentar reeditar a vitória de Barletta sobre Martin.
Esta temporada, o jogador nascido em Senlis há 23 anos conquistou cinco troféus internacionais, mas todos no circuito ITF, tendo garantido, esta sexta-feira, a segunda presença em meias-finais do ATP Challenger Tour, sendo que a anterior foi em Troyes, França, o ano passado.
“Estou muito contenten por esta semana,a melhor da minha vida até ao momento”, sublinhou Marmousez, agora residente em Frankfurt e que, por isso, considera o clima frio da Maia, muito agradável. “Quero aproveitar as minhas oportunidades e espero sair daqui com o título”, frisou o francês, sem esconder ter-se inspirado no compatriota Richard Gasquet para bater a esquerda a uma mão. “Numa bati a esquerda de outra maneira, mas o Richard deu-me dicas”, contou o gaulês.



