Elmer Moller e Daniel Merida
Novembro 28, 2025

Mérida e Moller discutem acesso à final

O favoritismo e a experiência do britânico Jan Choinski de pouco serviram, quando o 128.º mundial e principal candidato ao título, de 29 anos, encontrou do outro lado da rede o espanhol Daniel Merida, 170.º classificado da hierarquia e oito anos mais jovem, nos quartos de final do Maia Open.

Choinski que levara a melhor, em 2022, em Guayaquil, despediu-se do derradeiro ATP Challenger 100 promovido, esta temporada, pela Federação Portuguesa de Ténis, ao fim de 1.41 horas. Os parciais de 6-3 e 7-5 foram o símbolo da desforra do espanhol que se estreou, em 2025, com o campeão do circuito challenger em Pozoblanco, naquele que foi o terceiro título da temporada, sendo os demais integrantes do calendário ITF.

“Toda a semana joguei muito bem. Hoje foi contra um adversário muito complicado e estou muito contente por ter ganho a partida. Sempre gostei de jogar aqui, cheguei aos quartos de final, o ano passado, e espero melhorar este ano. Foi com esse objetivo que vim jogar cá esta semana e vou tentar tudo para sair daqui com o título”, prometeu Daniel Merida. “Seriam sensações maravilhosas para chegar ao Open da Austrália”, vincou ainda, referindo-se ao Grand Slam inaugural de 2026.

Daniel Merida (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Daniel Merida (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Daniel Merida (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Elmer Moller (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Elmer Moller (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Elmer Moller (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)

E enquanto o jovem de 21 anos dava conta do que lhe ia na alma, no court central do Complexo Municipal de Ténis da Maia, o dinamarquês Elmer Moller (147.º), terceiro favorito, lutava para manter a aura de boa fortuna nos challenger realizados em solo português diante do qualifier espanhol Carlos Lopez Montagud, 551.º ATP.

Numa desforra do desaire em Valência, Moller, de 22 anos, garantiu lugar na semifinal, com 7-5 e 6-4, assinados ao fim de 1.40 e celebrados de braços no ar. Afinal, se o ano passado em Braga, o nórdico se estreou como campeão do circuito challenger, este ano, no Jamor, voltou a ser bem-sucedido nos pisos ocres lusos.

“Sinto-me bem, sobretudo porque estive em desvantagem (3-5), mas tirei-lhe ritmo e ganhei”, resumiu Moller, em ritmo acelerado, ciente das dificuldades que o esperam diante de Merida. “Treinei com ele esta semana, já o vi jogar algumas vezes. Ele tem tido um ano fantástico, bons resultados, mas uma coisa é ver, outra é jogar com ele. Vou para casa e relaxar. Amanhã logo se verá”, declarou o jogador de Aarhus, 147.º do ranking no qual figurou em 102.º no passado mês de julho.

“Estou contente por ter tido uma boa temporada, vai ser bom regressar a casa satisfeito com o que fiz, é sinal de que trabalhei muito e bem”, rematou Elmer Moller.