Janeiro 23, 2026

Portugal inspira semifinalistas Rodesch e Gaubas

Vilius Gaubas viveu e treinou-se no Algarve durante meia dúzia de anos, por isso não é de estranhar que o lituano de 21 anos, que trabalhou com Pedro Pereira, pai de Tiago Pereira, diga que sente “Portugal como uma segunda casa”. Além disso, o 129.º mundial, e o campeão em título do Lisboa Belém Open e, em setembro, foi finalista em Braga, outro dos ATP Challenger que a Federação Portuguesa de Ténis promove em solo nacional, à semelhança do Indoor Oeiras Open que conhecerá o seu campeão, no domingo. Nas meias-finais deste ATP Challenger 100, que decorre nos courts cobertos do Jamor, Gaubas vai encontrar o luxemburguês Chris Rodesch, que, embora esteja a jogar pela segunda vez em Portugal, chegou à final do M25 de Loulé anteriormente. “Gosto de vocês”, disse o simpático ex-top-150 de 24 anos.

Gaubas, todavia, foi o primeiro semifinalista do torneio, após superar a batalha com o veterano cazaque Mikhail Kukushkin (262.º) que, aos 38 anos, veio do qualifying e desbravou caminho até aos quartos de final, fazendo uso da experiência de quem já figurou na 39.ª posição do ranking. No entanto, os parciais de 6-4 e 6-3 abriram as portas das meias-finais para o jovem terceiro pré-designado.

Vilius Gaubas (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)
Chris Rodesch (Foto: Beatriz Ruivo/FPT)

“É sempre bom jogar em Portugal, sinto-me sempre bem aqui, apesar do tempo não estar fantástico. A forma com ele joga é muito desconfortável, mas aceitei e tentei competir e fazer o que podia e tinha falado com o meu treinador”, explicou Gaubas, referindo-se ao espanhol Guillermo Garcia-Lopez, bom conhecedor dos torneios portugueses e semifinalista no Jamor no histórico ano 2010, quando Frederico Gil se tornou o primeiro luso a disputar a final de um ATP, no Estoril Open, sem poupar elogios ao cazaque pela leitura que faz do jogo dos adversários.

“Joguei com ele na Taça Davis e perdi em indoor, sei como joga agressivo, serve bem e vou ter de jogar a um nível elevado para ganhar”, acrescentou ainda sobre Rodesch, 209.º mundial com que vai discutir um lugar na final.

O luxemburguês, que se ocupou do alemão Mats Rosenkranz, 327.º ATP, com 6-3 e 7-6 (7/3), também tem memória desse embate, mas não se considera em vantagem por ele. “Davis Cup tem um ambiente e é um torneio completamente diferente, não é tanto pelo ténis, mas pela parte mental. É um bom jogador, joguei em indoor com ele, espero uma grande partida amanhã”, assumiu Rodesch, oriundo de uma família de desportistas, pois embora tenha um irmão tenista, o pai foi jogador da seleção de futebol luxemburguesa, tal como a mãe da de basquetebol. “Preciso manter-me saudável em 2026 e vamos ver o que acontece”, disse ainda o tenista formado em Relações Internacionais, a querer recuperar o tempo perdido, o ano passado, devido a fratura no tornozelo.

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