Portugal reforçou-se como país de boas memórias para Chris Rodesch. Em dois torneios disputados, duas finais alcançadas, a última neste sábado no Indoor Oeiras Open I, ao ganhar a semifinal diante de Vilius Gaubas, o mais português dos lituanos, pelos anos que treinou no Algarve e pelos sucessos no Lisboa Belém Open, no CIF, no final do verão passado, depois de ter sido finalista no M25 de Faro e no Braga Open. Agora essa aura está do lado do gigante luxemburguês de quase dois metros, 209.º mundial, que, depois de ter jogado a decisão no M25 de Loulé há dez meses, espera agora sair do primeiro ATP Challenger 100 realizado pela Federação Portuguesa de Ténis em 2026, no Jamor, como campeão.
Em busca da terceira final do circuito challenger, e orientado à distância pelo compatriota Gilles Muller, um dos heróis do desporto no Luxemburgo que foi 21.º mundial e finalista do Estoril Open, em 2017, Chris Rodesch batalhou durante 2.17 horas, até celebrar vitória diante de Gaubas (129.º do ranking), com os parciais de 7-6 (7/5) e 7/6 (9-7), salvando um setpoint no tie-break do segundo set.
Campeão ATP Challenger de Tallahassee, nos Estados Unidos, onde se formou em relações internacionais, o finalista, de 24 anos, foi bem-sucedido em 80% dos primeiros serviços, salvou um dos dois breakpoints enfrentados, mas também não teve tarefa fácil a quebrar o serviço do lituano que, orientado pelo espanhol Guillermo Garcia-Lopez, antigo 23.º mundial, salvou 13 dos 14 pontos de break enfrentados, todavia foi com uma dupla-falta que chegou ao desaire.
“Sinto-me muito bem por estar na final e estou muito contente. Aliás, durante este ano, sinto que tenho jogado encontros muito completos e a um bom nível. Agora fui recompensado pelo meu trabalho, por isso estou extremamente satisfeito”, vincou o simpático Rodesch, deixando palavras de apreço pelo ténis exibido por Vilius Gaubas. “Ele foi muito consistente e jogou a um nível elevadíssimo mesmo quando estava por baixo. Estou muito orgulhoso de mim, pois apresentei um grande serviço e uma boa direita e foi o mais importante para ganhar hoje”, analisou o jogador que já figurou na 150.ª posição, antes de ter sofrido lesão que o afastou meses da competição.
O luxemburguês aguarda pelo desfecho do embate entre Daniil Glinka, da Estónia, e Zsombor Piros, húngaro que finalista em 2025 no Jamor há um ano. Adversários com quem nunca jogou. “O meu treinador está a ver a meia-final deles. Eu vou descansar depois deste encontro intenso, manter-me um pouco fora do ténis, vendo algo na Netflix ou no Youtube.” Amanhã é certo que, partir das 11.00 horas, vai estar em campo a tentar ser o primeiro campeão ATP de 2026 no Jamor.
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